Na internet: como distinguir notícias falsas das verdadeiras?

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O mundo está cada vez mais conectado. Para a maioria das pessoas já se tornou um hábito acordar, tomar um cafezinho e ir direto para a rede. E o que vemos na internet é de tudo um pouco: fotos, memes, vídeos daquele cantor famoso e também somos bombardeados com milhares de notícias. Lemos, concordamos e compartilhamos. E, por vezes, não verificamos a veracidade das informações, apenas compartilhamos. E é assim que as notícias são disseminadas nas redes sociais.

Não raras vezes nos deparamos com notícias que parecem duvidosas e, extraordinariamente, acabam se tornando virais nas redes. As que são bem fáceis de encontrar são as relacionadas a morte de celebridades, como também falsos anúncios sobre o fim do mundo. No entanto, há aquelas notícias que, para identificar a sua veracidade, exige de nós uma pesquisa mais aprofundada.

Por exemplo, em época de campanha política, uma gama de notícias errôneas são colocadas na internet para beneficiar ou prejudicar aquele candidato. Um exemplo recente foram as eleições de Donald Trump nos EUA, todo dia uma notícia falsa sobre ele ou sobre sua oponente, Hillary Clinton.

Uma questão a se pensar é sobre os motivos que fazem essas notícias se espalharem tão rápido pela internet. Um dos primeiros aspectos a se considerar é que essas notícias geralmente vêm escritas com um teor de jornalismo, aparentemente são verídicas e se fazem acreditar apesar de não terem fontes.

O outro motivo é que, atualmente, as opiniões valem mais que os fatos. De acordo com Rafael Sampaio, professor de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná, as pessoas compartilham links que estão de acordo com o que elas creem sem ao menos verificar mais de uma fonte e isso ocorria mesmo sem a internet.

Na Lei

Compartilhar conteúdos nas redes sem verificar a veracidade é uma prática muito comum. Por vezes fazemos sem nos atentarmos para os riscos.

Segundo a lei 12. 965 de 23 de abril de 2014, divulgar e compartilhar notícias falsas na internet é crime e quem fizer pode ser punido. A punição é a mesma para aquela pessoa que comete injúria, calúnia e difamação fora dela, e pode ser de três meses a dois anos de detenção.

Em 2013, um caso de um procedimento mal feito em uma cachorra por parte de um veterinário foi amplamente divulgado nas redes sociais. O veterinário processou o redator da notícia e todos que compartilharam, e foi indenizado.

Como identificar notícias falsas

Diante dos riscos, como verificar se a veracidade das notícias? De imediato, vale verificar a fonte da notícia, se o site que a divulgou é confiável ou não. Em notícias falsas, detalhes como datas e locais são omitidos bem como a origem da notícia. As notícias vêm em tom alarmante e sempre seguidas de pedidos de compartilhamentos.

Também já foram criados sites como o E-farsas e o Boatos.org onde se encontram grande parte dos boatos difundidos nas redes sociais e tentam descobrir sua origem. O site Fatos & Boatos foi criado pelo Governo Federal para desmentir boatos políticos.

Caso haja alguma dúvida sobre a veracidade do que está sendo lido o melhor a se fazer é evitar o compartilhamento em redes sociais e pesquisar se aquilo é verdadeiro para não acabar espalhando notícias falsas. É sempre bom ficar atento. Compensa perder um pouquinho mais de tempo para consultar a fonte e compartilhar o conteúdo correto do que cair na armadilha de divulgar notícias duvidosas.