Autocrítica: por que ela pode ser essencial para o desenvolvimento

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Possivelmente você já ouviu falar de autocrítica. Mas você sabe o que de fato é ela? Entenda essa ferramenta tão importante para nossas vidas.

Você já fez sua autocrítica hoje? Uma das habilidades mais naturais da humanidade é a capacidade de percepção de si mesmo, assim como suas ações e consequências. Contudo, alguns a usam mais do que os outros.

Em um período em que a competitividade é cada vez mais intensa e a rotina mais estressante, cabe às pessoas passarem a se autoconhecer. É nesse instante que a autocrítica se torna importante. Essa competência é importantíssima para o desenvolvimento pessoal e profissional do cidadão.

Possivelmente você já ouviu falar de autocrítica. Mas você sabe o que de fato é ela? Quais são os tipos? E qual é a melhor forma de usá-la? Se não conhece as respostas para essas perguntas, continue conosco pois vamos ajudar você a entender essa ferramenta tão importante para nossas vidas.

O que é autocrítica?

A autocrítica é a competência interna do ser humano em fazer uma crítica de si mesmo. Ela é fundamentada na análise dos atos, dos erros e acertos cometidos e da capacidade de autocorreção do indivíduo. Assim, o sujeito melhora e evolui.

Autocrítica e autoconhecimento andam juntos. O processo de se conhecer, de identificar os pontos fortes e fracos, suas potencialidades e, assim, buscar as melhores escolhas para o futuro da pessoa, do grupo ou instituição.

Entretanto há um problema na autocrítica que é o uso excessivo dela. Nesse momento, em vez de potencializar as capacidades do indivíduo, ela faz o contrário, limitando-o e prejudicando-o.

Quando a autocrítica se torna um problema?

E quando a autocrítica se torna uma autossabotagem? Enquanto ela é usada como forma de aprendizagem, está tudo certo.

Porém há pessoas que a utilizam de forma diferente, quase patológica, julgando-se e culpando-se por todas as coisas que acontecem, além de considerar quase todas as atitudes, erros imperdoáveis. Nesse momento, a autocrítica acaba funcionando como uma voz interior negativa, que culpa você por todas as ações que não deram certo.

Quando a pessoa percebe que está paralisada por causa das críticas, que está tendo a rotina diária atrapalhada, é hora de buscar um profissional qualificado para um tratamento específico, seja psicológico ou psiquiátrico.

Por que isso acontece?

Desde a infância, algumas pessoas são cobradas para atingirem resultados extremamente positivos, de forma exaustiva. Isso ocorre com irmãos que precisam servir de exemplo para outros ou com quem tem pais exigentes.

A relação familiar, aliás, é uma das que mais contribui para a formação de pessoas com autocrítica excessiva. Pais perfeccionistas, que a todo o momento apontam as falhas dos filhos, seja com críticas ou falta de reconhecimento do potencial deles, começam a montar uma personalidade exigente consigo mesma.

Como isso afeta a vida profissional?

Profissionais com autocrítica excessiva costumam ter dificuldade na execução das tarefas e projetos. Isso ocorre por conta de um simples motivo: o trabalho nunca está bom o suficiente. Como consequência, além das atividades atrasadas, há uma dificuldade em lidar com situações inesperadas.

Para essas pessoas, não há um equilíbrio. Em vez de focar naquilo que já foi feito, focam no que falta fazer. Ou seja, o profissional acaba não dando valor a tudo que já foi feito, não conseguindo terminar os projetos por sempre achar que falta algo para terminar. A partir desse momento, há uma dificuldade em receber um feedback de melhoria ou até mesmo um elogio. No primeiro caso, essas pessoas entendem o retorno como crítica negativa e acabam se punindo e sofrendo por conta disso.

É importante lembrar que não se conformar com as coisas e buscar sempre o melhor possível são atitudes fundamentais para o crescimento dos bons profissionais. Contudo há de se ter atenção com a forma como essa cobrança é feita. Uma crítica exagerada pode prejudicar a autoestima e a autoconfiança, fazendo com que se sintam sempre menores e incapazes.

Como fazer uma autocrítica positiva?

O primeiro grande passo para que a autocrítica seja uma aliada do seu crescimento é sempre buscar o equilíbrio. É nessa fase em que passamos a compreender que a autocrítica vai além de identificar os erros. Ela também significa aprender a explorar suas competências, diferenciais a desenvolver novos comportamentos e habilidades que serão úteis por toda vida.

Autocrítica e autovalorização são primas e sempre andam juntas. As duas ajudam na compreensão de todo potencial pessoal, além de eliminar as limitações em relação a si mesmo.

Busque sempre analisar suas próprias atitudes, avaliando as ações daquilo que foi feito, dito ou pensado. Dessa forma, a percepção dos erros e acertos torna-se fundamental para o crescimento como indivíduo. Vale ressaltar que aprender com os erros é uma parte importante do amadurecimento pessoal.

Outro ponto que pode ajudar é fazer um planejamento. Ao estabelecer metas, o indivíduo se torna capaz de perceber os resultados que está tendo durante todo o processo de autocrítica.

Código da autocrítica

Um dos oito Códigos da Inteligência definidos pelo Dr. Augusto Cury, o Código da Autocrítica é aquele em que se reflete sobre as consequências dos seus comportamentos. É a habilidade de pensar antes de reagir. É nesse momento em que passamos a liberar os caminhos para os sentimentos de serenidade e raciocínio mais claro.

É o código de quem se autoavalia, pondera seus atos, julga seus comportamentos, se autocorrige e reflete sobre suas reações. Quem desenvolve esse código, consegue olhar-se de forma complacente, entendendo que errar e falhar faz parte do processo, aprende com seus erros e busca mudar suas atitudes.

Dr. Cury ainda destaca que, antes de criticarmos os outros, temos que pensar nos impactos que essas ações terão para nós e para os outros. Para isso, há uma série de dicas que podem deixar nossa autocrítica cada vez mais positiva:

  • elogiar antes de criticar;
  • humanizar-se, expondo falhas e fraquezas;
  • deixar de querer ser perfeito.

Essas ações estão interligadas com outros dois códigos, o do amor e o da admiração.

Não se martirize por causa das coisas que já fez. Em vez de pensar naquilo que já ocorreu, pense em como melhorar, sempre tirando uma boa lição daquilo. Para toda crítica, elogie-se. Na mesma medida em que é capaz de reconhecer os seus erros, reconheça suas qualidades, acertos e habilidades. Não se compare com ninguém, seja apenas você mesmo. Afinal, ninguém é perfeito.

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