Entenda por que a ansiedade é um dos males do século 21

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Agitação, dores de cabeça, dificuldade para dormir, falta de ar e formigamento são alguns dos sintomas comuns da tão conhecida ansiedade.

Considerada o “mal do século”, a ansiedade, dependendo do grau, pode estar relacionada a um distúrbio psíquico, mas não é fácil distinguir um nível normal de um patológico. Mesmo sendo mais ligada ao sistema mental, ela também manifesta sintomas físicos.

Vale esclarecer que a ansiedade é um mecanismo natural do organismo, diante de estímulos estressantes, perigos eminentes, sejam eles reais ou imaginários, provocando respostas biológicas automáticas.

Contudo, diante da vida estressante que estamos tendo, altamente exigente em termos de tarefas e processamento de informações, as pessoas têm desenvolvido um nível de ansiedade prejudicial à sua saúde física e mental.

Com uma rotina complexa, em uma corrida contra o tempo — que nos faz pensar que 24 horas são insuficientes para dar conta de tudo —, o número de pessoas que vêm sofrendo com a ansiedade só tem crescido. Uma pesquisa recente realizada pela OMS aponta que 33% da população mundial sofre de ansiedade.

Ansiedade em ação

Geralmente, a ansiedade se manifesta quando a pessoa passa por um momento de muita pressão ou apreensão, porém, ela também está presente quando sentimos como medo ou quando a tensão vem à tona.

Ou seja, a ansiedade está diretamente associada a emoções mais intensas e acaba, assim, limitando as pessoas, que deixam de exercer sua autonomia sobre suas tarefas e, principalmente, sobre seus pensamentos.

Apesar de parecer que faz parte do dia a dia e que se trata de um sintoma fácil de ser controlado, existem diferentes tipos de ansiedade, podendo desencadear necessidades de cuidados ou tratamentos mais específicos. Confira alguns tipos:

  • Fobia específica: medo relacionado a um determinado estímulo ou situação, como andar de elevador, avião, medo de aranhas etc.
  • Pânico: quando um estímulo aversivo desencadeia reações fisiológicas e, diante delas, o indivíduo sente um desconforto extremo, sentindo, algumas vezes, medo de morrer.
  • Obsessão/compulsão: necessidade urgente de realizar determinadas ações (rituais) para evitar ou neutralizar pensamentos estressantes recorrentes.
  • Ansiedade generalizada: tendência a uma preocupação contínua, com pensamentos voltados para as possíveis consequências negativas de eventos.
  • Fobia social: medo de ser julgado pelas pessoas em eventos sociais que leva a uma tendência ao isolamento.
  • Estresse pós-traumático: medo excessivo diante das lembranças de um trauma significativo (ter sofrido violência ou acidente, por exemplo).

Quais são os sintomas?

A ansiedade pode se manifestar de diversas formas, como:

  • boca seca;
  • aumento da transpiração;
  • respiração acelerada;
  • sentir aperto na região do peito;
  • sentir vontade de fugir de algum lugar;
  • irritabilidade;
  • problemas de memória;
  • insônia;
  • diarreia;
  • Síndrome do Intestino Irritável;
  • refluxo;
  • azia;
  • sentimento de desespero;
  • tensão muscular;
  • preocupação;
  • perfeccionismo exagerado;
  • desmaios;
  • angústia;
  • mente agitada;
  • fobia social.

Como ela se desenvolve?

Além de uma rotina estressante, estudos indicam que a ansiedade também pode ter origem em fatores genéticos. Algumas outras situações, como sofrer de timidez excessiva, inibição comportamental — principalmente quando criança —, ter sofrido de exposições, ser do sexo feminino, ter passado por situações desagradáveis, preocupação excessiva, forte tensão interna, inquietação, entre outras, também podem estar relacionados a uma maior chance de desenvolver uma ansiedade exacerbada.

Existe tratamento?

Sim. A ansiedade pode ser gerenciada para que se mantenha no nível natural que os seres humanos em geral apresentam, ou seja, um nível que nos leve à ação, ao movimento e não à paralisação. A pessoa pode buscar o acompanhamento de psicólogos ou psiquiatras, praticar exercícios físicos, cuidar do sono, usar técnicas de relaxamento como o controle da respiração, organização na rotina e manter uma alimentação mais saudável.

Recomenda-se incluir à dieta alimentos fonte de triptofano, como banana e chocolate. Outras indicações, da ordem comportamental e emocional, também são consideradas, como buscar viver o presente, ser positivo, desenvolver o autocontrole e a autoconfiança, definir prioridades, entre outras.

Para controlar a ansiedade é preciso saber elencar prioridades em sua rotina e buscar uma melhor gestão de seus pensamentos e emoções. Aproveite sua visita ao nosso blog e entenda melhor:

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