“Não passei no vestibular”: como os pais podem auxiliar seus filhos?

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O período que antecede o vestibular traz consigo muita tensão e estresse — não somente por parte dos estudantes, mas também de seus pais, que acompanharam a trajetória dos jovens e torcem muito para o seu sucesso.

Contudo, é preciso ter cuidado, já que o excesso de zelo ou de pressão pode gerar resultados negativos. Após a realização das provas, a ansiedade continua até a divulgação dos resultados. Caso seja negativo, é comum que o jovem pense: “Não passei no vestibular. O que vou fazer agora?”. É nesse momento que o papel da família se torna decisivo para que resultados melhores sejam alcançados no futuro.

A seguir, explicaremos como você pode auxiliar os seus filhos após uma reprovação no vestibular. Quer saber mais sobre o assunto? Continue a leitura!

Não passei no vestibular. E agora?

Cada falha representa uma oportunidade de aprendizado que deve ser aproveitada. Portanto, a família pode fazer uma análise do que deu errado e refletir sobre como todos podem se organizar para corrigir o problema.

O suporte é essencial. Com diálogo e compreensão, é possível estimular o jovem a tentar novamente, sem que os bloqueios emocionais — medo, angústia, desmotivação, desinteresse, baixa autoestima e falta de confiança — interfiram na realização dos seus sonhos.

Os pais devem constituir uma fonte de apoio, na qual o filho encontrará força para continuar tentando. Isso faz toda a diferença na formação de pessoas mais positivas, felizes e bem-sucedidas.

Como os pais podem auxiliar nesse momento?

Separamos, a seguir, algumas dicas sobre como a família pode auxiliar o jovem após a reprovação no vestibular:

Entenda o resultado

A fase pré-vestibular exige muito do candidato. É preciso dedicação exclusiva e muito foco. Portanto, compromissos familiares e atividades de lazer em excesso podem prejudicar a preparação. Nesse sentido, o jovem precisa abrir mão de festas e até de reuniões com parentes.

Os pais, então, precisam manter o pulso firme e acompanhar a rotina de estudos. Não devem exigir a presença dos filhos em todos os eventos que participarem nem serem tão liberais, permitindo muitas saídas com os amigos.

O ambiente de estudo deve ser calmo e silencioso. Evite qualquer coisa que disperse a atenção do estudante nesse local, como crianças, animais domésticos, celular, televisão e redes sociais.

Após essa organização, reflita sobre tudo o que poderia ser melhorado em relação ao ano anterior. É preciso um curso preparatório? A alimentação e as horas de sono estão adequadas? Há acúmulo de atividades fora dos estudos? Esses indicadores apontarão o caminho para a melhor preparação possível.

Converse com o seu filho sobre o futuro

Dialogue com seus filhos. Seja um repositório onde eles encontrem confiança para despejar suas angústias e frustrações. Apoie-os.

Mostre caminhos para o futuro, exemplificando a atuação de carreiras diversas pertencentes à área que ele escolheu. No entanto, lembre-se: a escolha sobre o que fará pelo resto da vida é do jovem. Por isso, a decisão é intransferível.

Incentive-o a continuar tentando

Manter a cabeça erguida é crucial durante a nossa jornada. Obstáculos sempre farão parte do caminho, mas, com a experiência que vamos adquirindo ao logo do tempo, será fácil transpô-los.

Mostre para o seu filho que não ter passado no vestibular constitui um aprendizado, apontando o que precisa ser mudado. Ao aplicar essas modificações, o intuito poderá ser alcançado. Além disso, no campo pessoal, ele ganhará mais maturidade e otimismo.

Mostre que grandes nomes já fracassaram

Você sabia que Walt Disney foi despedido de um jornal por falta de imaginação e criatividade? Que Einstein tinha fama de mau aluno na escola e até era considerado por seus professores como portador de problemas mentais? E que, após o fracasso no desenvolvimento de um computador, Steve Jobs já foi desligado da Apple?

Todas essas histórias de grandes nomes em suas áreas de atuação apontam para a importância de não desistir e continuar tentando. O potencial que vive dentro de nós precisa ser acionado e a fase do “não passei no vestibular” pode ser o momento ideal para isso.

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